Posts Tagged Imigrantes Italianos No Brasil

França / Hieres / Carqueiranne – Gregório Marin Preciado

As duas amigas Mama e Thereza: Bem tudo começou a Mama indo para Carqueiranne que é o sul da França, viagem complicada devido aos translados de trem para trem , eram 12 horas até chegar ao destino, a Mama que sempre foi muito nervosa quando tinha que viajar, tanto nos trens como aeroportos, depois que a Thereza e ela estavam tranquilas num vagão com leito, a Mama sempre atenta para que quando chegasse no local, não passase de cidade, a Thereza toda tranquila falava: Dona Asunção não se preocupe, se passar de aonde temos que descer, vamos para Roma!!!!! imagina a Mama dando bronca na Thereza: Thereza que cabeza tienes!! si vamos a mi hermana, como  me dices de ir a Roma!! a Thereza ria , ria, até que chegaram no destino com malas e a coragem dessa aventura!!  chegando em Hieres, a família esperava as duas para ir para Carqueiranne,   conforme o relato da  Mama  : o meu figado quase saiu pe la boca!! Gracias a Dios, hemos llegado!! à noite, as duas num quarto, a Thereza lembrava do ocorrido, e dava acesso de riso, ria , ria, ao ponto da minha tia ir no quarto e pedir silencio, pois lá, quando era  22hs, se apagava a televisão, e todos iam dormir, prá que, mais acesso de risada, a Thereza enfiava a cara debaixo das cobertas e continuava rindo e falava: Asuncion, esto parece un “sanatório” e kkkkkkkkk, mais risada, imagina você, que quanto mais um não quer rir, aí que vem a risada sem parar!! muito bom, a Mama lembrou hoje e me contou,  escrevo o depoimento dela para que os netos e  bisnetos vejam como as avós eram animadas!!!

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Giuseppe Verdi, um legado italiano – Gregório Marin Preciado

História da Ópera

Inspirada nas tragédias gregas e nos cantos carnavalescos italianos, o gênero musical – Ópera – nasceu na Itália do século XIV. O próprio nome significa “obra musical, trabalho”.

Na realidade, a Ópera não se limita a gênero musical, já que está intrinsecamente ligada à arte teatral. Os cantores são também atores que interpretam um personagem. A ação cênica é harmonicamente cantada e acompanhada por instrumentos musicais.

Até o século XVIII, o gênero já havia se disseminado por toda a Europa. Entre os principais compositores italianos estão Verdi, Puccini e Rossini.

 

Giuseppe Verdi

            Giuseppe Verdi é considerado o principal compositor nacionalista da Itália e hoje, suas obras fazem parte da cultura popular italiana e suas melodias reconhecidas em todo o globo.

Verdi produziu durante o século XIX, presenciando o movimento nacionalista na Itália que resultou na criação do Estado italiano.

Nasceu em Roncole, perto de Parma, no ano de 1813. Vindo de família pobre, recebeu suas primeiras lições musicais do pai até conseguir patrocínio do musicólogo António Barresi. Com sua ajuda, mudou-se para Milão e começou a trabalhar nas suas primeiras composições.

Entretanto, suas primeiras obras não receberam muita atenção. Somente após conhecer a sua segunda esposa, a soprano Strepponi, inicia-se uma fase de extrema criatividade na sua vida. O casal muda-se para Paris em 1848, cidade em que compõe seus maiores sucessos, a trilogia popolare: “Rigoletto”, “Trovatore” e “La Traviata”.

La Traviata é uma ópera baseada no romance a Dama das Camélias de Alexandre Dumas e foi com ela que Verdi atinge o auge do seu sucesso, no ano de 1853.

Em 1861, Verdi une sua vida artística à política e é eleito o senador do primeiro Parlamento italiano em 1874. Mesmo assim, ele continua produzindo música como “La forza del destino”, “Otello” e, a última, a comédia “Falstaff” em 1883. Morre em 1901, no Hotel de Milão.

As obras de Verdi fazem parte do conjunto de símbolos associados com a cultura italiana e que unem uma nação com um forte sentimento nacionalista.

 

Para mais informações:

http://www.giuseppeverdi.it/

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Centro Calabrese do RS promove programação cultural em Porto Alegre

Este blog reúne histórias da família Marin Preciado. O conteúdo aqui publicado foi reunido por Gregório Marin Preciado e a sua família. O post de hoje apresenta o Centro Calabrese localizado no Rio Grande do Sul.

Na época da emigração italiana, cerca de 40 milhões de pessoas deixaram seu país,  85% deste total se mudou para as Américas. Como visto em posts anteriores, muitos italianos se mudaram para o Rio Grande do Sul a partir de 1930. Particularmente em Porto Alegre, eles vieram para trabalhar como comerciantes, artesãos, agricultores nas lavouras de café, artistas, soldados, entre outras funções.

Os calabreses que se estabeleceram no Rio Grande do Sul trouxeram consigo parte da cultura italiana, assim como a cultura de suas regiões, províncias e comunas. Para manter vivas suas tradições e história fundaram o Centro Calabrese.

Nesta semana o Centro Calabrese comemorou a colonização da região com uma programação cultural diversificada que incluiu exposição de pinturas e gravuras de artistas calabreses e apresentação de coral e palestras, grátis.

O Centro Calabrese está localizado na Rua Olavo Bilac, 786 – em Porto Alegre, e funciona das 13hrs às 18hrs, de segunda à sexta.

Para mais informação ligue (51) 3321-2882.

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Influência Italiana em São Paulo – Edifício Itália

Construído em 1956, o Edifício Itália é o segundo maior edifício da cidade de São Paulo e do Brasil. São 165 metros de altura. Seu nome homenageia os italianos que ajudaram a construir a cidade e a edificação é símbolo da união ítalo-brasileira.

No 45° andar está localizado o famoso restaurante Terraço Itália, um dos mais disputados pontos turísticos da cidade de São Paulo onde é possível apreciar uma vista de 360° da cidade.

“Nunca me passou pela cabeça, meter-me nesse tipo de empreendimento. Meu ramo de negócios sempre foi veículos. Nunca, até o momento em que senti vontade de devolver a São Paulo alguma coisa do que tenho recebido aqui. Não sabia de que maneira. Mas uma idéia começou a perseguir-me toda vez que subia à Torre Eiffel, ao Empire States e a outros mirantes das grandes capitais estrangeiras. Não basta a imponência de uma cidade. É preciso saber mostrá-la, valorizando a sua beleza.”

Evaristo Comolatti – dono do restaurante Terraço Itália

 

 

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O Brasil como destino dos italianos – parte 1 – Histórias da família Marin Preciado

Este blog reúne histórias da família Marin Preciado e também de imigrantes italianos e espanhóis que vieram tentar uma nova realidade no Brasil. Os textos aqui publicados foram reunidos por Gregório Marin Preciado e a sua família. O post de hoje conta a história da Itália no começo do século XX.

Ao longo do século XIX, o Brasil sofreu pressões internacionais, principalmente da Grã-Bretanha, para extinguir o tráfico negreiro. Em 1850, ocorreu uma alteração na legislação brasileira com a implantação da Lei Eusébio de Queirós, que proibiu a importação de escravos africanos. Outras leis vieram depois, como a Lei do Ventre Livre (1871) e Lei dos Sexagenários (1885), até culminar na Lei Áurea (1888), que oficializou o fim da escravidão.

Os fazendeiros precisavam encontrar um meio de solucionar permanentemente a crescente demanda por trabalhadores, pois o café estava em expansão, e era o principal produto de exportação do país.

A opção do uso de mão-de-obra livre nas plantações partiu dos próprios fazendeiros. As terras começaram a ser lavradas por homens, mulheres e até crianças. As principais regiões de plantio do café eram Rio de Janeiro e Vale do Paraíba e Oeste paulista.

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Imigrantes Italianos no Brasil – parte 2 – Histórias da Família Marin Preciado

Os textos aqui publicados foram reunidos por Gregório Marin Preciado e a sua família. Este blog reúne histórias da família Marin Preciado e conta também, um pouco sobre os imigrantes italianos e espanhóis que vieram ao Brasil.

Os destinos dos imigrantes italianos no Brasil foram as fazendas de café de São Paulo, e os núcleos de colonização no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Espírito Santo.

Na cidade de São Paulo a influência italiana foi tanta, que a terra da garoa chegou a ficar conhecida como ‘cidade italiana’ no início do século XX. Nessa época estes imigrantes representavam 90% dos 50.000 trabalhadores das fábricas paulistas. 

Entre as inúmeras contribuições italianas à nossa cultura, podemos citar novas técnicas agrícolas, palavras como ‘tchau’ (ciao), ‘paura’, ‘polenta’ e muitas outras que foram incorporadas em todo território brasileiro. Pratos tradicionais como pizzas, spagueti, e até o hábito de comer panetone no natal.

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Imigrantes Italianos no Brasil – parte 1 – Histórias da Família Marin Preciado

Este blog reúne histórias da família Marin Preciado e, também, sobre imigrantes italianos e espanhóis que vieram tentar uma nova realidade no Brasil. Os textos aqui publicados foram reunidos por Gregório Marin Preciado e a sua família. O post de hoje comenta um pouco sobre a imigração italiana no Brasil.

Os primeiros imigrantes que deixaram a Itália na época da ‘grande imigração’ (1870-1920), foram os do Vêneto, seguidos por moradores da Campânia, Calábria e Lombardia. Estima-se que durante esse período, apenas da Calábria, aproximadamente 113.155 italianos mudaram-se para o Brasil.

A vinda desses imigrantes aconteceu devido às transformações políticas e econômicas que estavam ocorrendo na Itália. Depois das guerras napoleônicas, a Itália foi dividida em sete estados soberanos, e começou então, a lutar por sua unificação.

Terminada a luta, o sonho de paz foi substituído pela dura realidade: inúmeros desempregados e camponeses sem terras, toda uma população que não tinha como sustentar a família.

Na mesma época, a Revolução Industrial ocorrida na Europa acabou piorando a situação dos italianos. Com máquinas trabalhando com mais perfeição e rendendo mais lucro do que o trabalho humano, a opção dos trabalhadores foi buscar novas soluções de vida em terras até então inexploradas.

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A Família Cresce – parte 2 – Histórias da Família Marin Preciado

Este blog reúne histórias da família Marin Preciado e, também, sobre imigrantes italianos e espanhóis que vieram tentar uma nova realidade no Brasil. Os textos aqui publicados foram reunidos por Gregório Marin Preciado e a sua família.

As coisas melhoraram com o tempo, mas eu ainda não havia acabado de sofrer todas as tristezas que o destino me reservara. Faltava ainda uma, talvez a última, e ela veio no ano de 1982, quando meu Gregório partiu em definitivo, aos 72 anos de idade. Foi o fim de uma longa história de amor que durou 47 anos, contando-se os dois em que namoramos em Barcelona. Uma ausência difícil de suportar, mas todos os obstáculos da vida me ensinaram a ser forte. E o próprio Gregório me deixou um grande legado para me ajudar a suportar essa separação: a família extraordinária que construímos juntos. Os três filhos e os sete netos, todos casados, e mais sete bisnetos que me adoram e que continuam precisando de mim. Para fazer paellas, rosquillas, tortillas, conejo com almendras… Contar todas essas histórias e ainda ensinar-lhes a receita das morcillas. Sim, porque fazê-las não as faço mais. Meu neto Gregório vive insistindo, mas já lhe disse que dão muito trabalho e já não tenho mais idade para isso. Além do mais, não se encontra o sangue de porco para comprar em nenhum lugar. Ele pensa que e fácil assim, como fazer uma paella …

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